quarta-feira, 30 de julho de 2014

Ah! Umbanda, Aumbhandan!




Senhora Velada encerrada em meu interior por todos esses vários aeons.
Auxilia-me em meu caminhar dentro de teu Santuário, a fim de que eu possa desvendar o segredo de teus números, cores e sons, para que eu possa desnudar-te de todos os teus véus, a fim de que os homens possam enxergar a beleza de tua nudez.
Talvez percamos nossas cabeças perante a vastidão de tua Luz e a fulgurante visão, não mais de teu corpo profanado por todos aqueles que não a souberam amar, mas sim, perante o mesclar das cores de tua essência, de tua Real Identidade.
Oh! Senhora de todos nós! Ouça o clamor de tua filha, na angústia da impotência de minha vontade, fruto de minhas limitações, consequência das algemas que eu própria criei e me coloquei.
Oh! Deusa velada! Meu coração me diz que muito tenho a fazer.  Entretanto, me vejo parada, inerte e o tempo passando ao meu redor, sem que nada do que me propus a fazer em algum tempo-espaço, nada ainda realizei.
Oh! Senhora de todos os tempos! Não mais quero ouvir as vozes dos homens que cantam e dançam em teu nome. Quero apenas silenciar minha alma e meu coração e poder por um segundo apenas ouvir a Tua Voz.
Ah! Umbanda, Aumbhandan!  Divina Luz do Universo! Desperta em nós o guerreiro de teu exército e ensine-nos a lutar contra o maior inimigo que temos, nós mesmos.
Ah! Umbanda, Aumbhandan! Auxilia-nos a perceber que todos os ensinamentos estão dentro de nós mesmos, e que os aprendizados são adquiridos mediante a observação atenta aos ritmos e ciclos da própria Natureza.
Ah! Umbanda, Aumbhandan! Ensine-nos a AMAR!

Revista Mensal

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