sexta-feira, 23 de setembro de 2016

“Educar não é cortar as asas, mas sim orientar o vôo”.




“Educar não é cortar as asas, mas sim orientar o vôo”. Esta frase estava em um muro de uma escola, quando eu, mocinha ainda, fui buscar meu irmão caçula nesta escola. E apesar, de muito jovem ainda, ela bateu tão forte em meu coração, que ainda hoje aos meus quase 61 anos, produz um som harmônico de paz e sabedoria.



E por algum motivo especial, acordei hoje com ela em minha cabeça.



Talvez, meus amigos e companheiros de viagem nesta minha jornada terrena, estejam querendo me fazer refletir, exatamente sobre a responsabilidade que temos quando somos responsáveis pela educação de alguém, principalmente no que se refere à educação espiritual.



Mas aí me pergunto, “somos realmente responsáveis pela educação espiritual de alguém”? Como isto é possível, se nem ao menos temos o mínimo da educação espiritual necessária a nossa evolução? E como uma flecha, a resposta vem certeira em meu mental: “Sim, muito falta ainda para que os filhos de Terra tenham um nível de espiritualidade para poder educar o outro. Entretanto, aqueles que já percorreram o caminho há mais tempo; que estão no caminho há mais tempo; leram mais, aprenderam mais, se esforçaram mais, não porque estão em um nível mais elevado, ou escala evolutiva maior que o outro, mas faz parte do seu karma esta missão; têm sim, responsabilidade na orientação daqueles que estão iniciando. Isto não é soberba, não é orgulho, nem vaidade. Isto é Fraternidade! Isto é Amor! Isto é ter a consciência de que todos são co-criadores e co-responsáveis pela evolução do Planeta.



O fato é que, esta orientação não deve, nem pode ser imposta. Ela deve ser efetuada de forma amorosa, sutil e firme. Ela deve ser efetuada respeitando o grau consciencional de cada um. Ou seja, ela deve ser transmitida em uma linguagem que o outro possa entender.



E ainda, ela deve ser efetuada respeitando o direito do outro querer ouvir ou não. Pois cada qual deve ter em mente cumprir o seu papel, a sua missão, a sua função, independente das missões, funções e papéis do outro.



Se o seu olhar revela que alguém precisa de ajuda, ofereça a sua mão. Porém, se este alguém, não quer a sua mão, agradeça a Deus e a este ser por ter lhe dado a oportunidade de cumprir sua missão. E se mais tarde, ele lhe pedir ajuda, estenda sua mão quantas vezes forem necessárias. Isto é Amor Incondicional. Isto é caridade! Isto “é orientar o vôo, sem cortar as asas”.







Paz e Luz!

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